terça-feira, 28 de novembro de 2023

gosto de (des)trava-línguas

os meus hábitos de leitura quando era criança começaram com os trava-línguas (ou destrava-línguas, como também se lhes chama); lia todas as noites, muitas vezes os mesmos, mas eles nunca deixavam de ter graça porque constituíam um desafio (tanto para mim como para a minha mãe, que competíamos para ver quem os conseguia ler mais rapidamente). não sei se têm algum género literário a eles associado. talvez estão apenas enquadrados dentro da vasta gama de literatura infantil (?) isso também não é assim tão relevante; etiquetar coisas constantemente.... mas agora que reflito, nunca vi trava-línguas com conteúdos mais adultos. acho que devíamos brincar mais vezes com a escrita e a sonoridade das palavras da forma como os trava-línguas o fazem.

deixo aqui os meus dois trava-línguas favoritos. talvez um dia me apanhem a declamá-los


Vi uma cabra héctica esquelética
pelim pim pética
pelada peluda pelim pim puda
com três chibinhos hécticos esqueléticos
pelim pim péticos
pelados peludos pelim pim pudos.
Se a cabra não fosse héctica esquelética
pelim pim pética
pelada peluda pelim pim puda
os chibinhos
não seriam hécticos esqueléticos
pelim pim péticos
pelados peludos pelim pim pudos.



in Trava-línguas, Luisa Costa Gomes e Jorge Nesbitt, D. Quixote


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