terça-feira, 28 de novembro de 2023

Poesia e cinema - Herberto Hélder

 A propósito da apresentação da última aula, sobre poesia e cinema, lembrei-me de partilhar o excerto de um texto do Herberto Hélder que li há uns tempos. Aqui vai:

“Comunidade das pequenas salas de cinema, não muita gente, e a que houver tocada em cheio como o coração tocado por um dedo vibrante, tocada, a pequena assembleia humana, por um sopro nocturno, uma acção estelar. Não se vai lá em busca de catarse directa mas de arrebatamento, cegueira, transe. Vão alguns em busca de beleza, dizem. É uma ciência de ritmo, ciclo, luz miraculosamente regulada, uma ciência de espessura e transparência da matéria? De todos os pontos da trama luminosa, ao fundo da assembleia sentadamente muda morrendo e ressuscitando segundo a respiração na noite das salas, a mão instruída nas coisas mostra, rodando quintuplamente esperta, a volta do mundo, a passagem de campo a campo, fogo, ar, terra, água, éter (ether), verdade transmutada, forma. A beleza é a ciência cruel, imponderável, sempre fértil, da magia? Então sim, então essa energia à solta, e conduzida, é a beleza.

Porque as pessoas amam a morte, a sua morte, figurativa, figurada, figurante, e amam o restabelecimento da vida. Esta é uma espécie de nomeação física que arranca à decadência em nós esparsa das imagens naturais, e transmite, em disciplina e cortejo, o prodígio e o prestígio dos objectos em torno movidos por um inebriamento cerimonial. Refazemos a natureza em imagens simbólicas que podem interpretar literalmente. A escrita não substitui o cinema nem o imita, mas a técnica do cinema, enquanto ofício propiciatório, suscita modos esferográficos de fazer e celebrar. Olhos contempladores e pensadores, mão em mãos seriais, movimento, montagem da sensibilidade, música vista (ouçam também com os olhos!), oh, caminhamos para a levitação na luz!

Alguns poemas já tinham ensinado uma sabedoria de olhar (cf. Divergência entre Goethe e Schiller acerca da objectividade) e, pois, uma sabedoria de ver. Certas montagens poemáticas ditas espontâneas, inocentes (de que malícias dispõe a inocência?), processos de transferir blocos da vista – aproximações, fusões e extensões, descontinuidades, contiguidades e velocidades – transitaram de poemas para filmes e circulam agora entre uns e outros, comandados por arroubos da eficácia. O arroubo é uma atenção votada às miúdas cumplicidades com o mundo, o mundo em frases, em linhas fosforescentes, em texto revelado, como se diz que se revela uma fotografia ou se revela um segredo. O poema, o cinema, são inspirados porque se fundam na minúcia e rigor das técnicas da atenção ardente.

Alimentamo-nos de imagens emendadas, de representações conjugadas simbolicamente, pontos fortes,punti luminosi, pensamentos bucais, “o pensamento forma-se na boca”, Tzara, nos olhos, irrompe ali, todo este fluxo, aqui, diante do medo, do júbilo, do êxtase, oh soberba antologia da magnificação quotidiana segundo o princípio do absoluto! Muitas erratas, muita pontuação, muito recurso à parcimónia, até Beethoven pegar na Ode à Alegria e o triunfo erguer-se, frente aos olhos, dos recessos da dor, filme, mágica prestidigitação tão calculadamente intempestiva nas pequenas salas escuras, o écran defronte.

A imagem é um acto pelo qual se transforma a realidade, é uma gramática profunda no sentido em que se refere que o desejo é profundo, a profunda a morte, e a vida ressurecta. Deus é uma gramática profunda.”


Relâmpago: Revista de Poesia nº3 - 10/98


Boa tarde a todos e até amanhã :)

gosto de (des)trava-línguas

os meus hábitos de leitura quando era criança começaram com os trava-línguas (ou destrava-línguas, como também se lhes chama); lia todas as noites, muitas vezes os mesmos, mas eles nunca deixavam de ter graça porque constituíam um desafio (tanto para mim como para a minha mãe, que competíamos para ver quem os conseguia ler mais rapidamente). não sei se têm algum género literário a eles associado. talvez estão apenas enquadrados dentro da vasta gama de literatura infantil (?) isso também não é assim tão relevante; etiquetar coisas constantemente.... mas agora que reflito, nunca vi trava-línguas com conteúdos mais adultos. acho que devíamos brincar mais vezes com a escrita e a sonoridade das palavras da forma como os trava-línguas o fazem.

deixo aqui os meus dois trava-línguas favoritos. talvez um dia me apanhem a declamá-los


Vi uma cabra héctica esquelética
pelim pim pética
pelada peluda pelim pim puda
com três chibinhos hécticos esqueléticos
pelim pim péticos
pelados peludos pelim pim pudos.
Se a cabra não fosse héctica esquelética
pelim pim pética
pelada peluda pelim pim puda
os chibinhos
não seriam hécticos esqueléticos
pelim pim péticos
pelados peludos pelim pim pudos.



in Trava-línguas, Luisa Costa Gomes e Jorge Nesbitt, D. Quixote


segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Tinha paixão?

  [Herberto Helder faria hoje 93 anos. Poema da página O poema ensina a cair]




li algures que os gregos antigos não escreviam necrológios, 


quando alguém morria perguntavam apenas:


tinha paixão? 


quando alguém morre também eu quero saber da qualidade da sua 


paixão:


se tinha paixão pelas coisas gerais, 


água,


música, 


pelo talento de algumas palavras para se moverem no caos, 


pelo corpo salvo dos seus precipícios com destino à glória, 


paixão pela paixão,


tinha? 


e então indago de mim se eu próprio tenho paixão,


se posso morrer gregamente,


que paixão? 


os grandes animais selvagens extinguem-se na terra,


os grandes poemas desaparecem nas grandes línguas que desaparecem, 


homens e mulheres perdem a aura 


na usura, 


na política, 


no comércio, 


na indústria,


dedos conexos, há dedos que se inspiram nos objectos à espera, 


trémulos objectos entrando e saindo


dos dez tão poucos dedos para tantos 


objectos no mundo


e o que há assim no mundo que responda à pergunta grega,


pode manter-se a paixão com fruta comida ainda viva,


e fazer depois com sal grosso uma canção curtida pelas cicatrizes, 


palavra soprada a que forno com que fôlego,


que alguém perguntasse: tinha paixão? 


afastem de mim a pimenta-do-reino, o gengibre, o cravo-da-índia, 


ponham muito alto a música e que eu dance, 


fluido, infindável, 


apanhado por toda a luz antiga e moderna, 


os cegos, os temperados, ah não, que ao menos me encontrasse a 


paixão e eu me perdesse nela,


a paixão grega 




Herberto Helder, OFÍCIO CANTANTE, edição Assírio & Alvim

domingo, 26 de novembro de 2023

"The Swan" - Roald Dahl

 Boa tarde, queria partilhar convosco o primeiro pedaço de literatura que me impressionou e me fez interessar por livros, li-o quando tinha onze anos e ainda hoje o releio e penso nele. É um conto do Roald Dahl chamado "The Swan", uma história sobre uma criança que foi um cisne, que soube voar com as asas cobertas de dor. Recentemente a história foi adaptada pelo Wes Anderson, encontram uma curta metragem de quinze minutos disponível na Netflix que tem o mesmo nome que o conto e que é, na minha opinião, muito interessante. Vou deixar aqui o link de um site onde o conto está disponível: 

https://www.angelfire.com/md/Topperites/swan.html

Se alguém já tiver lido ou for ler e/ou ver o filme por favor diga-me o que achou.

Obrigado :)




segunda-feira, 20 de novembro de 2023

A poesia é uma sopa da pedra e Manifesto

 “A poesia é uma sopa de pedra.

Cabe tudo dentro dela.”
Acabado de ler no Amálgama (2013) do Rubem Fonseca.

Aqui o Manifesto (1979) dos Roxy Music
Aqui o erro de português dos Sex Pistols: anarquaist

O poder das palavras

      Gostaria de vos convidar a assistir a um breve vídeo muito bonito:

https://www.youtube.com/watch?v=4jBPxEi8IqA

 

     Como não quero estragar o final do vídeo, vou ser muito vaga na sua explicação. Apenas quero dizer que, depois de assistirem ao vídeo, vão conseguir compreender o que vou dizer a seguir:

    

     As palavras são a ferramenta mais poderosa que o ser humano tem ao seu dispor. Como fazem parte do nosso dia a dia, acabamos por não nos aperceber do seu poder. No entanto, em alguns casos, como no do vídeo, torna-se visível o seu poder sem limites.

      As palavras permitem-nos criar histórias, com o auxílio da nossa imaginação. E as histórias têm poderes curativos. As histórias permitem-nos fugir à realidade, ajudando-nos a sobreviver a mais um dia com um sorriso na cara.

     Nenhum ser humano consegue viver 100% do seu tempo na vida real. Todos precisamos de uma escapatória, que é possível alcançar através da imaginação: alguns mais que outros, como o senhor do vídeo. E são as palavras que nos proporcionam essa viagem para um mundo mais belo do que aquele que vemos (ou não) à nossa frente.

     As mágicas palavras que produzimos, quer seja através da escrita ou oralmente, são a maior dádiva da humanidade: elas tornam tudo possível, fazendo do nosso tempo em terra um tempo bem passado.


                                                                                                                          Raquel Silva

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Anagrama

 R A Q U E L  S I L V A


Lá quis valer

Ler quis lava

Qual será vil?

Quis levar lá

A qual livre(s)

Lar quase vil


quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Slam Poetry

      No âmbito das aulas lembrei-me de uns vídeos, que vez ou outra me passam pelo Tik Tok ou como sugestões para ver no Youtube, e que sempre me fazem parar para ver.

    Para quem não conhece, apresento-vos aqui Poetry Slam. Esta forma de expressão artística que combina poesia e performance, oferecendo uma plataforma única para poetas compartilharem as suas obras com o público de uma maneira envolvente e dinâmica. Estas práticas em torno da palavra têm como objetivo uma competição em que os poetas leem ou recitam os seus trabalhos originais, e em seguida são julgados por membros da plateia e por jurados. 

    Os aspetos competitivos do Poetry Slam não adiciona apenas uma dose de energia e emoção, mas acaba por ampliar a acessibilidade da poesia, atraindo públicos que talvez não se sintam tão conectados aos formatos mais tradicionais. Esta prática de poesia é mais que uma competição, é uma celebração da expressão artística e da diversidade poética, proporcionando um espaço vital para as pessoas se envolverem, se expressarem e se conectarem através das palavras.

    Deixo-vos como exemplo dois dos meus favoritos:

        - Lost Voices - https://www.youtube.com/watch?v=lpPASWlnZIA&ab_channel=ButtonPoetry 

        - When Love Arrives - https://www.youtube.com/watch?v=cPG6nJRJeWQ&t=35s&ab_channel=ButtonPoetry 


Anagrama

 B E A T R I Z    E S T E V E S

- BATER-TE SEIS VEZ

- BE TRAZEI VESTES

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

A ler para segunda 20


 «0 Sacristão», conto de Somerset Maugham. Aqui

Sugestão

 

Aproveito, em seguimento do vídeo do artista Ren visualizado na última aula, para recomendar as músicas e respetivos vídeos “The Tale of Jenny & Screech” e “Money Game Part 3”, também deste artista. A segunda é relativamente mais recente e a minha colega Raquel já a tinha recomendado num post aqui no blog e a primeira já tem cerca de 1 ano. Posso dizer que, desde os seus lançamentos, já vi o videoclipe de cada uma mais do que uma vez por serem bastante impactantes.  

A primeira música é composta por três partes, no sentido em que cada uma conta a história de uma personagem diferente: Jenny, Screech e Violet. A peculiaridade desta música e vídeo é o facto de que, tal como como o vídeo de “Hi Ren”, o cantor entrega-se completamente à sua música e dedica-se a assegurar que cada uma das histórias é contada com a intensidade adequada ao seu conteúdo, conteúdo este que inclui violência contra as mulheres, principalmente, o perigo que estas enfrentam nas ruas e nas suas próprias casas e retrata, de uma forma geral, uma sociedade marcada pela agresssividade. Para além das letras poderosas, do talento do cantor e guitarrista e da interpretação e narração feita pelo mesmo, o final da música aprofunda ainda mais o impacto que o espetador sente, pelo facto de a história final e a sua relação com as anteriores ser bastante inesperada. A história que talvez me tenha sensibilizado mais foi a de Jenny e os versos “she knew this town, she knew this floor cause she'd walked it about a thousand times before”. Esta sensação justifica-se pelo facto de eu própria andar diariamente pelas ruas de Lisboa à noite e nunca ou raramente sentir medo ou prestar muita atenção ao que me rodeia, pois apesar de só estar nesta cidade há quatro anos sinto que já a conheço minimamente e nunca tenho receio, quando provavelmente deveria ter, considerando o perigo que a noite infelizmente representa para as mulheres.

A música “Money Game Part 3” conta a história da personagem Jimmy que cresce e vive orientado exclusivamente com o propósito de conseguir alcançar e manter um estatuto elevado de poder económico e social a qualquer custo e conta, também, as consequências que este estilo de vida pode implicar. Jimmy é retratado como uma criança bastante inteligente e que se destaca por esta sua capacidade, mas que mais tarde se perde devido à mentalidade que o seu próprio pai o incentiva a ter de que o dinheiro é a solução para tudo e o propósito de qualquer um. No final da música, a mensagem é que toda esta obsessão com dinheiro e este “Money Game” acabam por ser causadores de um sentimento de vazio. Esquemas, desonestidade, drogas e tráfico são alguns dos problemas da sociedade retratados nesta música, bem como os conflitos, guerras e muros que nascem como consequência desta primazia que a sociedade dá ao dinheiro. A educação é também abordada e é apontada como uma solução para estes problemas “We could build utopias if individuals were taught to use their brains/ But if we teach kids in school to always be sheep/ And put themselves before the herd if there's more money for me”

Esta sugestão que aqui deixo justifica-se pelo facto de que, tal como o vídeo deste artista que vimos em aula, estas músicas são duas formas de arte bastante poderosas e cujo conteúdo e performance se destaca, inquestionavelmente, de outras formas de arte que se veem mais comummente nos dias de hoje.

 

Anagrama

 

EVA MARIA MOTA GUEDES

 

Ode sem mar veta água

Estava a guiar em medo

A Ode sem mau agir veta

Águia sem dor veta mãe

Avatar guia e sem medo

NOVA em Folha

 A edição Outubro/Novembro do NOVA em Folha já saiu! Deixo aqui o link da edição online para quem tenha curiosidade. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Anagrama

 B R E N D A  C A B R I T A 

Organizei uma pequena estrofe:


Birra (a) cada ten,

Rica banda, Bert!

Trend rica, Abba.

Brinde (no) bar, Cata?

Para além disso,

(Essa) Cinta berra bad!

Benta bica DARR! (ler como um homem das cavernas)


*os parênteses servem apenas para contextualizar.


Anagrama

 F A T U M A T A  D J A B U L A

Dama Jú, tabu fatal


Definições de poesia

1. Seinfeld e George inventam, no café, uma sitcom chamada Seinfeld. Aqui.


2. Billy Collins


3.


O universo Kukai. RTP 2, 4ª 14, 23h. Com o pintor Senjo.

BD é leitura

 Um artigo com exemplos interessantes aqui.




Aqui, uma versão audio ('motion comic') de um grande texto: The Killing Joke, de Alan Moore. 

sábado, 11 de novembro de 2023

Fazer das fraquezas força

  Uma definição de estilo: transformar um defeito numa qualidade. Dumbo, Pinóquio, o Pequeno Polegar... todos fazem de uma fraqueza força. 

Há até quem chame a isso estilo.

Aqui o caso do sotaque pesadíssimo de Arnold Schwarzenegger.

terça-feira, 7 de novembro de 2023

Para mim isto é poesia

 1.

A atitude de Emily Levine perante a morte aqui

(Enfim, ela faz batota porque no vídeo já está velhinha.)

2.

Damien Lewis no papel de Marco António no funeral de Júlio César no Júlio César de Shakespeare, depois de prometer a Bruto e restantes conspiradores que não levantaria ondas. Só vai questionando inocentemente as contradições que encontra entre as acusações ao morto, por gente honrada, portanto nada mentirosa, e os comportamentos deste. 

3. 

As metástases de Alberto Pimenta usando o jogo do anagrama para transformar, verso por verso, um soneto de Camões num poema seu. 

Aqui.

Aqui.

Aqui

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Uma reflexão sobre a aula...

 

     A aula de hoje deixou-me a refletir…

1-      Desde muito cedo que somos formatados no sentido de considerar que a poesia, e a literatura em si, se restringem ao papel. No entanto, penso que o nosso objetivo ao crescermos é tornarmo-nos capazes de ver poesia em todo o lado. Vejo agora o papel como uma bengala, que usamos para aprender a dar os primeiros passos no mundo literário, até que tal deixe de ser necessário. O desafio começa no momento em que abandonamos a bengala. É altura de deixarmos de ser os tontos que observam o dedo, ou seja, que acreditam que a poesia está apenas no papel, tornando-nos nos sábios que apontam para a lua, uma vez que sabem que há algo mais longínquo ao que conhecemos que merece ser explorado, algo mais rico que um dedo.

2-      O visionamento em aula da interpretação de um excerto de uma peça de Shakespeare pelo ator Damian Lewis relembrou-me do poder de uma boa interpretação. De imediato, surgiu-me na mente um cantor que já acompanho há algum tempo: Ren. Para além das impactantes letras que o próprio compõe, descreveria a sua interpretação como magnífica, poética, até. Convido-vos a assistir a alguns dos seus vídeos, nomeadamente “Hi Ren” e “Money game Part 3”. A meu ver, o mais interessante é constatar como as suas letras ganham asas com a sua interpretação: é como assistir a um poema a ganhar vida. Isso aconteceu-me ao ler a letra da música, após ter visto o vídeo “Hi Ren” pela primeira vez e ter ficado admiradíssima com tal peça. Foi difícil acreditar que aquelas palavras se tornaram naquele espetáculo.

 

Aqui estão os links dos vídeos mencionados:

 

“Hi Ren”

 https://www.youtube.com/watch?v=s_nc1IVoMxc&ab_channel=Ren  

 

“Money Game Part 3”

https://www.youtube.com/watch?v=nyWbun_PbTc&ab_channel=Ren



                                                                                                 Raquel Silva

domingo, 5 de novembro de 2023

Forma e conteúdo... e poder

 Num texto literário, a forma pode sobrepor-se ao conteúdo. O que distingue, em termos de conteúdo, estas pinturas?


Foucault lembra-nos que o poder não é só um (o poder político) mas muitos. E variam consoante as circunstâncias.









Desculpe, o poema é o quê?

 





Notas finais

 Meus caros, estas são as notas que têm no fim do semestre, feitasas várias contas. Aguardarei até quinta para as lançar definitivamente. Qu...