domingo, 7 de janeiro de 2024

Notas finais

 Meus caros, estas são as notas que têm no fim do semestre, feitasas várias contas. Aguardarei até quinta para as lançar definitivamente. Qualquer dúvida, peço que me contactem.

Todos os alunos podem ir a exame, para melhoria ou para passar. 


Ana Catarina Gerardo – 19

Beatriz Baptista – 17

Beatriz Ramos - 9

Beatriz Esteves – 17

Brenda Cabrita – 17

Carlota Rodrigues – 17

Carolina Gonçalves Simões - 17

Carolina Bolsa - 17

Eva Mota – 16

Fatumata – 18

Francisco Antunes – 18

Íris Nunes – 16…

Ivo Vieira –19

Joana Martins – 12

Joana Rebocho – 17

Laura Tuck – 18

Marta Sércio – 18

Matilde Brazão – 19

Nina Van Dijk – 18

Raquel Peneda – 19

Samuel Nobre – 18

Tiago Domingues – 12 

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

“16 Reasons to Kill Yourself,” by John Terhorst

provavelmente já ninguém vai ler isto porque o semestre terminou e este blog vai se tornar obsoleto, contudo, deixo aqui estas tiras porque adoro os espaços em branco, o vazio por preencher, o tal exercício de termos de usar um pouco de nós para completar a obra do artista, e para esta ganhar significado. acho que a arte só se faz a partir do momento em que é vista e neste caso, completada, posta à mercê do leitor...

bom natal :)



encontrei aqui: https://downtown-archaeologies.newyorkscapes.org/artifacts/red-tape.html 

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

PUTA DE ESQUERDA

SAUDAÇÕES COLEGAS

Já acabaram as aulas de literaturas marginais este ano, mas literaturas marginais vivem em nois. Assim sendo, caso já não tenham visto, tenho mostrar o meu poema para a nova em folha. 



 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

detoured comics. as minhas últimas leituras subversivas

Apercebi-me que, durante as últimas apresentações, foram apresentadas várias obras de banda desenhada/literatura gráfica etc., contudo penso que não se tenha discutido (se o foi, peço desculpa mas eu faltei a imensas aulas) algumas das técnicas literárias que da banda desenhada partido tiraram para o desenvolvimento das suas próprias vanguardas artístico-literário-políticas. Com isto quero mencionar o détournement, que nasceu durante a década 50 do século passado e foi amplamente utilizado durante a vaga situacionista e os movimento da Internacional Situacionista e do "Letterist Internacional" ("a arte é revolucionária, ou não é nada“). Dentro deste tópico deixo, por isso, uma das últimas "detourned comics" que eu li "Buffy the anarco-syndicalist: Capitalism bites" (2004), que foi re-utilizar a banda desenhada "Buffy, the vampir-slayer", publicada entre 1998 e 2004, para subverter o seu conteúdo e incorporar nele um discurso anarquista bué funny :) 




Já agora, este website tem imenso material que toca em bastantes dos outros temas marginais (ou não) (dentro e fora do pendor literário) que falámos durante as nossas aulas. Até agora só tive tempo de descobrir superficialmente o arquivo deles com "radical, revolutionary and working class comics and graphic novels" que recomendo mesmo! Deixo aqui o link para consultarem!

Eles têm lá imensa coisa gira de se ler, inclusive textos, entrevistas, depoimentos.... deixo aqui alguns extras


The Dispossessed - Radio Play


Boas leituras! Depois digam o que acharam :)




quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Amor?

 A apresentação do poema nº 85 de Carme di Catullo Numero feita hoje em aula, trouxe-me à mente o soneto ilustre de Camões - 

Amor é fogo que arde sem se ver,

É ferida que dói, e não se sente;

É um contentamento descontente,

É dor que desatina sem doer.


É um não querer mais que bem querer;

É um andar solitário entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É um cuidar que ganha em se perder.


É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata, lealdade.


Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade;

Se tão contrário a si é o mesmo Amor.


O pensamento de que o amor e o ódio são duas ideias opostas que não se complementam é contrariada nos dois poemas. A verdade é que as antíteses nos demonstram que um sentimento tão complexo e tão único como o amor é capaz de nos provocar um enorme prazer e uma abúlia profunda de uma forma simultânea. A natureza contraditória desta emoção faz com que seja difícil descrevê-la ou estabelecer um rótulo específico. O amor arde, mas não queima, dói mas não se sente. Pode ser triste e contente. Sinto que o amor, por vezes, pode ser elevado a uma patologia, há quem "morra de amores", há quem faça tudo por amor, no entanto por que razão fazemos tanto e nos deixamos mover por algo que não sabemos sequer descrever. Eu amo e sei que amo, é me suficiente, mas não deixa de me fazer sentir maluquinha esporadicamente. De uma forma mais elevada, ainda há quem odeie amar e há quem ame odiar. Que melhor complementariedade poderá existir?

O Amor pode ser tanto e tudo, pode ser sentido de todas as formas e maneiras possíveis, o que nos causa este obstáculo à compreensão. No fundo, acredito que o poema nº85, apesar de não nos dar respostas, é o que mais se aproxima de uma conceção do que é o amor, do que é amar.

Odeio e amo. Talvez queiras saber "como?"

Não sei. Só sei que sinto e crucifico-me. 




terça-feira, 5 de dezembro de 2023

NOVA em Folha

A última edição, deste semestre e ano, do NOVA em Folha já saiu! Deixo aqui o link da edição online para quem tenha curiosidade.

Ricardo II e a humanização das personagens

 No âmbito da apresentação de ontem sobre Hamilton: An American Musical e, especificamente, sobre a humanização das personagens, deixo aqui, provavelmente, uma das minhas partes favoritas de qualquer peça de Shakespeare. O último solilóquio de Ricardo II da peça Richard II de William Shakespeare, representado por David Tennant.

Aproveito também para deixar outras duas partes que também gosto bastante e que servem exatamente para humanizar Ricardo II pois este é o suposto vilão desta peça (apesar de eu não concordar completamente com isso). Aqui a cena “Let´s talk of graves” e aqui a cena “The deposition”.

Apesar de Ricardo II ser o vilão nesta peça, penso que este tem algumas das falas mais bonitas e dramáticas comparando com outras peças de Shakespeare que já li, e Ricardo II é, definitivamente, uma das minhas personagens favoritas dentro do universo das personagens deste célebre autor. Aconselho muito a leitura desta peça, pois não é só é interessantíssima, como também está carregada de simbolismos igualmente belos. 


O solilóquio em si para quem queira ler:

1


2

3

Notas finais

 Meus caros, estas são as notas que têm no fim do semestre, feitasas várias contas. Aguardarei até quinta para as lançar definitivamente. Qu...